O ex-presidente dos EUA Barack Obama falou na COP26, conferência da ONU sobre as mudanças climáticas, em Glasgow, na Escócia, nesta segunda-feira (8).
Obama começou a sua participação na cúpula com uma visão otimista do que pode ser feito para combater as mudanças climáticas, como o uso de energias limpas na substituição de combustíveis fósseis e o avanço da tecnologia para uma economia mais limpa, mas também cobrou um trabalho conjunto dos países e medidas mais efetivas para limitar o aquecimento global.
Obama colocou os EUA como um dos líderes dessa mobilização global pelo futuro do planeta, por considerar que o país tem grande responsabilidade na situação em que o país está, mas não poupou outras grandes economias.
"Nós precisamos da Índia, da China, da Rússia e do Brasil para combater as mudanças climáticas", disse Obama.
Índia, China e Rússia estão entre os quatro países que mais emitem gases do efeito estufa, como o CO2, que resulta de diversas produções industriais.
A COP 26 é vista com um desdobramento do Acordo de Paris e Obama fez uma consideração sobre essa ideia: "Paris é apenas o ponto inicial e não o objetivo principal".
A mobilização global para evitar que o mundo supere a marca de +1,5°C foi colocada pelo ex-presidente norte-americano como algo muito maior do que apenas uma questão política. "Não é só uma questão política, é também moral, cultural e também sobre a dinâmica humana, como nós trabalhamos juntos para alcançar um grande objetivo".
Obama destacou a importância da participação dos jovens no debate sobre o clima e disse que irá se encontrar com esses ativistas durante sua participação na COP26.