
Uma investigação do ataque que matou 22 pessoas durante um show da cantora Ariana Grande, em 2017, no Manchester Arena, apontou falhas no esquema de segurança que poderiam ter evitado a tragédia. Segundo relatório, a organização do evento perdeu diversas oportunidades para identificar e conter um homem-bomba em meio ao público.
O autor do documento, John Saunders, afirma que mesmo que não fosse possível evitar o ataque terrorista, algumas ações poderiam ter sido tomadas que iriam reduzir o número de vítimas fatais e de feridos.
Saunders aponta que Salman Ramadan agia de maneira suspeita e que as câmeras do local, por diversos momentos durante o show, registraram ele se escondendo ou agindo de maneira suspeita, mas que não foi abordado em nenhum momento.
Além disso, o jovem jihadista, de 22 anos, estaria vestindo roupas que não estava de acordo com a noite quente do dia do show. Outro item que poderia ter chamado a atenção dos seguranças ou da polícia, segundo a investigação, era a mochila com cerca de 30 quilos que estava sendo carregada durante o show.
Um dos membros da segurança chegou a desconfiar de Salman por aparentar estar nervoso demais, mas não o abordou pois não tinha sido notificado sobre qualquer movimentação suspeita durante o show.
O relatório não conclui que o ataque poderia ter sido evitado caso o autor fosse abordado durante o show por não ser possível saber qual seria a reação do rapaz nessa situação. A investigação ainda terá outros dois volumes de análises sobre o ataque.
Nesta quinta-feira (17), os pais de uma das vítimas leram um comunicado pedindo por mais segurança em eventos públicos "para que nenhuma outra família tenha que passar por tudo o que nós temos".