Política Agressão
Violência durante comício em São Sebastião gera indignação e revolta
Jovem é brutalmente espancado, e assessor de Gleivison sugere provocação da vítima; prefeito Felipe Augusto repudia agressão e questiona adversário
09/09/2024 13h32
Por: João Paulo Carrilho
Imagens de câmeras de segurança flagraram a agressão

O último domingo (8) deveria ser mais um dia de debate democrático em São Sebastião, mas o que se viu foi uma cena de violência revoltante que manchou o processo eleitoral. Um jovem, funcionário da gestão do prefeito Felipe Augusto, foi brutalmente espancado durante o comício de Gleivison Gaspar, candidato a prefeito pelo Progressistas. A agressão, amplamente denunciada pelo prefeito em suas redes sociais, levanta sérias questões sobre os rumos da campanha eleitoral na cidade. Segundo Felipe Augusto, o ataque teve claras motivações políticas. "Espancaram um funcionário nosso. Ameaçaram ele e sua família de morte", declarou o prefeito, visivelmente indignado. O jovem, que prefere não se identificar por medo de represálias, foi submetido a exames de corpo de delito após registrar boletim de ocorrência. Ele ainda está em recuperação, enquanto a cidade assiste atônita à escalada da violência. O mais estarrecedor, no entanto, é a justificativa dada por Jean Costa, assessor de Gleivison Gaspar. Sem negar a agressão, Costa sugeriu que a vítima teria provocado o ataque, comparando a presença do jovem no comício a "um palmeirense indo à torcida do Corinthians vestindo camisa do Palmeiras." Esse discurso não apenas desumaniza o espancamento, como também normaliza a violência em um espaço que deveria ser de diálogo. Que tipo de mensagem está sendo enviada à população? A campanha, que já era marcada por judicializações e embates acirrados, agora se vê à beira de um colapso moral. O prefeito Felipe Augusto, em tom incisivo, fez questão de associar o episódio ao ambiente tóxico da campanha de Gleivison. "É isso que você está trazendo para São Sebastião? Nunca vimos tamanha violência em uma campanha política na nossa cidade", disparou, exigindo respostas do adversário. Em nota, a coligação de Gleivison respondeu que “os envolvidos não fazem parte da equipe de segurança da campanha. "Lamentamos o ocorrido e nos colocamos à disposição da Justiça para esclarecimentos", diz a nota da coligação de Gleivison. Este incidente não pode ser tratado como mais um caso isolado de violência eleitoral. Agressões políticas são inaceitáveis em qualquer circunstância, e a população de São Sebastião merece uma resposta imediata. A justiça precisa agir, e os responsáveis por este ataque bárbaro devem ser punidos com todo o rigor da lei. O silêncio não é mais uma opção. A cidade exige respeito, e qualquer tentativa de relativizar essa brutdade é um ataque direto à democracia dignidade humana. Enquanto a campanha se aproxima do fim, fica a pergunta: que São Sebastião queremos? Uma cidade onde divergências políticas são resolvidas com violência? Ou uma cidade onde o debate prevalece e as ideias, não os punhos, decidem o futuro?